Já falámos dos diversos tipos de tratamento possíveis de efectuar, de forma a melhorar a nossa saúde, função e estética oral. Já explicámos em que consiste uma desvitalização e em que consistem os implantes dentários, cada um com as suas respectivas indicações e limitações.
Actualmente vivemos num Mundo de gratificação instantânea. Ter conforto, produtos, serviços ou informações nunca foi tão fácil, graças às novas tecnologias e à comunicação cada vez mais global. As pessoas estão mais impacientes, querem resultados rápidos, simples e, no fundo, “Value for Money”. Isto traz, obviamente, consequências para a Medicina Dentária, e para a percepção que os clientes poderão ter face aos tratamentos.
Até há algumas décadas atrás, a extracção era o tratamento de eleição para dentes fracturados, cariados, etc. Com o advento da Implantologia, a reposição / substituição dos dentes perdidos, de forma fixa e estética, tornou-se uma realidade. No entanto, esta “facilidade” poderá ter efeitos perversos: assistiu-se a uma tendência “extraccionista”, em que dentes possivelmente recuperáveis começaram a ser extraídos e substituídos por implantes dentários.
Podemos afirmar que o nosso dente, quando bem tratado e recuperado, é sempre preferível a um implante dentário. Uma das armas mais importantes ao nosso dispor é a Endodontia, a especialidade da Medicina Dentária que se dedica à desvitalização dos dentes, e que permite recuperar dentes que outrora teriam de ser, inevitavelmente, extraídos.
Este tratamento deverá ser feito por profissionais bem treinados e requer tempo, bons materiais e boa formação. Um dente correctamente desvitalizado e reconstruído com uma coroa em cerâmica tem um prognóstico excelente a longo prazo, e esta opção deverá ser sempre bem ponderada face à substituição por um implante dentário.
Os implantes dentários são um tratamento de vanguarda e com altíssima taxa de sucesso, mas não devem ser a panaceia para todas as situações, pese embora o facto de permitirem a substituição de dentes perdidos ou irrecuperáveis. A Medicina não é Matemática, cada caso é um caso, por isso não podemos propor os mesmos planos de tratamento a todos os clientes!
Assim sendo, pondere bem antes de extrair os seus dentes, discuta o seu caso com o seu Médico Dentista, informe-se dos prós e contras, e faça parte do processo de decisão. Não seja um mero espectador quando é a sua saúde que está em causa!
Por Dr. Ricardo Alho
Médico Dentista - Reabilitação Oral WHITE Dental
A sociedade actual vive de forma intensa o culto da beleza. Todos nós acabamos por sofrer na pele os efeitos dessa pressão social. Um sorriso mais branco e luminoso, uma pele mais perfeita e bronzeada ou um corpo mais tonificado, são exemplos daquilo que a maioria das pessoas procura, em busca da perfeição que se vê nas revistas, na televisão, no cinema, nos media. As pessoas tornaram-se mais atentas e cuidadas no que toca à aparência, e isso acaba por se reflectir em vários aspectos do nosso dia-a-dia. A procura por tratamentos estéticos (quer em Medicina Dentária, quer em inúmeras outras áreas) tem vindo a aumentar a cada ano que passa, e não parece dar sinais de estar a abrandar.
Temos actualmente ao nosso dispor uma panóplia de tratamentos estéticos que permitem resolver praticamente todas as situações: aparelhos ortodônticos, branqueamentos dentários, facetas e coroas em cerâmica, resinas compostas de ultima geração, etc. Não podemos, no entanto, esquecer que existem prioridades em termos de planeamento do tratamento, e que uma boca doente jamais será boa candidata a tratamentos estéticos. Má higiene oral, problemas gengivais, dentes em falta, cáries ou desvitalizações mal executadas, poderão impossibilitar a obtenção de um sorriso estético e harmonioso.
Uma boca com peças em falta é, também, dificilmente estética. A estética baseia-se em vários princípios: harmonia, simetria, invisibilidade, mimetização, etc. Um ou mais dentes ausentes deitam por terra estes princípios. Um sorriso estético, deve ser, antes de mais, saudável e funcional.
Inverter estas prioridades, traz geralmente maus resultados. Se fizermos um paralelo, será algo como construir uma mansão fantástica em cima de um terreno de areia movediça, com pilares fragéis. A casa poderá ficar linda e confortável, mas por um tempo limitado. Assim que a força mastigatória e a biologia começarem a actuar, tudo cairá por terra, e os problemas orais irão surgir.
Assim sendo, considere sempre estas prioridades quando visitar o seu Médico Dentista, ou quando procurar tratamentos estéticos. Se tiver uma boca saudável e funcional, a estética acaba por vir por acréscimo, e por ser bem mais fácil de obter.
Por Dr. Ricardo Alho, Médico Dentista - departamento de reabilitação oral na Clínica WHITE
Antes do tratamento
Tratamento aplicado
Areas Envolvidas: Higiene oral, endodontia, reabilitação oral, implantologia
Numero de consultas:
1- Higiene oral + Endodontia
2- Cirurgia para colocação de implantes
3- Remoção de suturas e observação
4- Passados 2 meses : impressões
5- Prova das estruturas
6- Cimentação do caso, higiene oral e fotos finais.
Depois do Tratamento
Todo o tratamento foi feito em 6 consultas, num intervalo temporal de 3 meses. Uma paciente desdentada total na maxila voltou a ter dentes fixos após 35 anos a usar uma prótese, tendo sido feita a reabilitação total do aparelho mastigatório, não só na maxila, como também na mandíbula. “Não existem meios sorrisos!”
A Equipa da WHITE
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